Com a mais ampla gama de veículos FlexFuel do mercado, a Opel não esqueceu o Corsa que, nesta nova geração, aposta no GPL a partir do 1.4 de 90 cv deixando de lado o 1.2 de 85 cv. Se quer um carro a gasolina e dispensa os motores turbo, esta pode ser a melhor solução para si.

Com as alterações à lei do GPL, os modelos que utilizam este tipo de combustível deixaram de ser olhados de lado por já não precisarem do enorme dístico azul na traseira e por poderem ser estacionados em espaços subterrâneos. Por estas duas razões, mas por muitas mais, o Corsa que vê nesta página assume-se como uma boa solução no universo dos utilitários a gasolina sem motor turbo. Outra novidade é a “troca” do motor 1.2 de 85 cv pelo 1.4 16V de 90 cv na versão Flexfuel. Tem um motor maior, mais potente, praticamente pelo mesmo preço do 1.2 anterior.

Este Corsa tem um depósito extra de 29 litros com o mesmo formato e posicionamento do pneu suplente, mantendo a bagageira o volume inalterado.

Um simples botão

O sistema é trocado a partir de um simples botão na consola central e sempre que se desliga o Corsa, a gás, ele arranca de seguida a gasolina. Assim sendo, a primeira comutação gasolina-GPL demora cerca de um minuto, uma melhoria face ao Flexfuel anterior que levava quase cinco minutos. Outra novidade é a existência de um computador de bordo e de um indicador do nível de combustível que alterna sempre que se troca o gás pela gasolina e vice-versa. É verdade que o gás é mais volátil e a medição pode não ser tão realista, mas é suficiente para ter uma ideia credível. Assim, durante o nosso teste verificamos diferenças que rondam o litro e meio, sempre com vantagem para a gasolina. Contudo, ao preço a que se compra GPL atualmente (cerca de 55 cêntimos o litro) a sua vantagem mantém-se

Na transição para o GPL, o motor 1.4 perde um pouco de potência e de binário. Em termos práticos, esta mudança garante uma utilização marginalmente mais célere a baixos regimes, mas fá-lo perder fulgor nas zonas mais elevadas do taquímetro, entre as 4000 e as 6000 rpm, ainda assim as diferenças são pequenas, e é preciso olhar para as nossas medições para perceber que elas existem. Nas recuperações, acontece exatamente o mesmo. A GPL, o Corsa é sempre mais lento a recuperar, mas, mais uma vez, não se nota no dia-a-dia, a não ser no escrutínio das medições.

Destaque para a utilização muito apelativa do motor, cheio, com boa resposta ao acelerador e capaz de longas viagens a velocidades moderadas sem grande dificuldade. Em ambiente urbano também não se sente falta de potência nem de força nos cruzamentos ou nas rotundas, onde precisamos de reduzir para segunda a um regime de rotação muito baixo. A resposta do propulsor é sempre adequada às solicitações.

O Corsa GPL é também apelativo pelo seu preço: 16 190 euros, exatamente o mesmo que custa a versão com o motor 1.0 turbo de 115 cv. Uma opção a equacionar!

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