Cento e cinquenta cavalos por menos de 20 000 euros é uma boa equação, sobretudo quando estão ao serviço de um chassis que adora curvas e contracurvas, que podemos apreciar a partir de um habitáculo refinado. Bem-vindos aos prazeres do novo Opel Adam S.

Para a Opel um pequeno/primeiro desportivo deve ser acessível, e tal só é possível resistindo à tentação de elementos como os autoblocantes eletrónicos e os modos de condução. Em vez disso a Opel optou pelo velho (e bom) método de pegar num Adam normal, montar um motor potente e afinar suspensão, travões e direção. E uma coisa é certa: se o trabalho for bem feito o resultado final é melhor e mais natural.

Desde os primeiros quilómetros que o Adam S surpreende pela positiva, e logo em pontos que, por exemplo, o poderoso Astra OPC está uns furos abaixo da concorrência. Em concreto, os comandos possuem uma relação esforço/efeito muito bem calibrada, destacando-se entre a resposta rápida ao acelerador e a consistência da direção, o que somado a um pisar em bloco (mas mais refinado do que seria de esperar de um carro com 2,3 m de distância entre eixos) fazem do Adam S um carro bastante envolvente e refinado, impressão reforçada pelos excelentes bancos Recaro tipo bacquet em pele e por um habitáculo bem acabado; apenas o volante demasiado grande parece algo fora de escala, e em contrapartida, os dois bancos traseiros individuais fazem lembrar os de um 911.

Venham as curvas

O Adam é significativamente mais pesado que os seus concorrentes, com o S a atingir os 1178 kg com condutor (cerca de 70 kg acima de um Abarth 500), mas o 1.4 turbo e a caixa bem escalonada conseguem torna-los leves. A Opel reclama 8,5 seg. nos 0 a 100 km/h mas nós batemos facilmente essa barreira com duas pessoas a bordo (norma com que são feitas todas as medições de prestações do Autohoje), com um registo de 8,2 segundos. Porém, ainda mais importante que os números é a atitude com que são obtidos. A caixa de relações curtas permite manter o motor sempre na faixa de “disparo”, e está muito bem casada com a entrega de potência do motor, que nem parece um turbo moderno, crescendo de intensidade à medida que o regime aumenta. Esta progressão é particularmente evidente nas três primeiras relações e tem o efeito de facilitar a vida ao trem dianteiro, até porque não despeja o binário todo de uma vez (apenas para ser limitado pelo controlo de tração), permitindo gerir a tração e a progressividade da deriva com o acelerador. Por falar em acelerador, outro truque do Adam S (uma vez desligado o ESP) está na forma como se deixa equilibrar e desequilibrar com o acelerador, e gerir a trajetória sem necessidade de alterar o ângulo de volante.

Por fim, convém lembrar que a Opel tem uma campanha onde está incluído o Adam S com oferta de 1000 euros na retoma, outros 1000 euros no financiamento Opel e 500 euros em equipamento opcional (exceto pintura metalizada), o que torna o já competitivo preço do Adam S ainda mais tentador.

 

Assine Já

Edição nº 1437
Já nas bancas

Digital Papel

Top

Os mais recentes